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CUSTOS LOGÍSTICOS, É IMPORTANTE CONHECER E CONTROLAR

Consultoria Empresarial e Gestão  

Toda vez que a consultoria empresarial inicia um novo trabalho, composto de um diagnóstico inicial, que vai gerar um levantamento de informações iniciais, focando produtos, processos,  sistemas de gestão, ela também foca a logística utilizada pela empresa, suas deficiências, pela importância que pode ter na geração de resultados.

Uma empresa de SERVIÇOS, como uma rede de borracharias, tem uma logística completamente diferente de uma INDÚSTRIA de transformação, que da matéria prima confecciona produtos, que poderão ir para o mercado como mercadorias de uma REDE DE VAREJO, que estoca o “produto-mercadorias” e vende em suas lojas.

Uma empresa pode entregar seus produtos com frota própria, transportadoras ou operadores logísticos, mas sempre existirão os Custos Logísticos, que precisam ser conhecidos e controlados, já que a logística agrega valor aos bens e produtos de uma empresa, através de maior redução no prazo de entrega, disponibilidade maior de produtos, melhor cumprimento do prazo de entrega, entregas com horários determinados e facilidade de colocação de pedidos.

Num projeto desenvolvido há muitos anos numa fábrica de bebidas, lembramos que os fardos de bebidas eram colocados num palete, depois colocado um plástico em volta e com um maçarico, era feito o selamento do “pacote”, que ia para o caminhão de entregas e daí para os supermercados. Hoje tudo, automatizado na linha de produção, onde a bebida é envazada, tampada, vai para uma esteira onde uma máquina seladora conclui a operação.  Automação também é uma das atividades logísticas nos dias atuais.

OS CUSTOS LOGÍSTICOS SÃO FORMADOS POR PROCESSAMENTO DE PEDIDOS, ARMAZENAGEM, ESTOCAGEM E TRANSPORTES.

Os custos com PROCESSAMENTO DE PEDIDOS tem o menor peso mas dão um feedback da qualidade de serviço prestado ao cliente, envolvendo ressuprimento (compras) e venda (pedidos dos clientes), nos quais existem os processos internos (definição dos produtos a serem comprados, preparação e colocação de cotações e pedidos, controles dos sistemas de gestão) e processos externos (análise das propostas, fechamento de concorrências, acompanhamento das entregas e realização de pagamentos).  Devem ser calculados mensalmente e serem proporcionais ao número de pedidos emitidos em cada modalidade.

No custo do processamento de pedidos de compras,  incluímos salários e encargos do pessoal de compras,custo de oportunidade dos equipamentos utilizados no processo de aquisição (computadores, fax, outros), custo de depreciação desses equipamentos, custo do aluguel do espaço ou custo de oportunidade do imóvel utilizado, energia, telefone, internet, materiais administrativos usados (papel, canetas, pastas, outros).

No custo do processamento de pedidos de vendas, incluímos os encargos dos digitadores, conferentes, separadores de pedidos e demais custos já citados acima em compras.

Os CUSTOS COM ARMAZENAGEM  envolvem a disponibilização de espaço físico, recursos e procedimentos necessários para que os materiais sejam acondicionados de forma correta e adequada, evitando perdas e demora no fluxo logístico. A crescente exigência do mercado quanto à disponibilidade, variabilidade, rapidez na entrega e intolerância com relação a erros força a empresa a manter um eficiente gerenciamento dessas atividades, cujos custos crescem na mesma proporção, considerando também a exigência dos clientes quanto ao serviço.

Podemos considerar os custos do acondicionamento dos bens e sua movimentação, como o aluguel do armazém, a mão de obra e os equipamentos empregados na movimentação das cargas e a correspondente depreciação.

Eles existem tanto em empresas industriais (fabricantes), como nas comerciais (revendas), transportadoras, operadores logísticos, onde exista um local para estocar, movimentar, embalar, despachar mercadorias. Nas indústrias, como atravessam um momento em que a quantidade de pedidos aumentou, mas sua variabilidade também, ou sejam, pedidos pequenos simultâneos, tem que lutar para comprar da mesma forma evitando estocar matéria prima e também os produtos prontos.  De importante a LOGÍSTICA se tornou vital, para atendê-las.

Nas empresas comerciais, os custos com armazenagem são expressivos, desde os espaços ocupados em redes, supermercados, até o próprio giro dos estoques, que pode corroer a já baixa margem de muitos produtos.  Dependendo da localização e quantidade de CD´s (Centros de Distribuição), esses custos podem cair ou aumentar.

Os custos fixos de armazenagem ocorrem independentemente do volume armazenado e movimentado, por estarem relacionados ao espaço físico, equipamentos de movimentação, as pessoas empregadas e os investimentos em tecnologia alocados.

O custo de armazenagem é indireto, dividindo-se em custo do armazém (aluguel, luz, impostos, conservação), custos do manuseio de estoques (empilhadeira, guindastes,  empilhadeiras, separadores), custo de pessoal (salários e encargos).

Os CUSTOS COM ESTOCAGEM são aqueles diretamente ligados aos materiais em si, mas podem ser responsáveis por uma faixa entre 10 e 40% do custo total de um produto, segundo estudiosos do assunto e não houver uma administração rígida na composição do custo final, podem chegar a quase metade do valor de um produto. É variável e crescente na medida em que se aumenta o nível de estoques, podendo prejudicar o capital de giro da empresa.   Uma ferramenta para administrar seu volume é a CURVA ABC, que vai definir os itens de maior valor (70%) a serem controlados, que normalmente representam 30% do volume. Os de médio valor (20%),que representam 50% do volume. E os de menor valor (10%), que representam 20% do volume. E dessa forma concentrar o controle no maior valor agregado.

Elementos dos Custos com Estoques, envolve custos de oportunidade do capital parado, custos com impostos e seguros, custos com risco de manter estoques e custos com faltas.

Os custos de oportunidade do capital parado ocorrem quando uma   empresa adquire estoques e deixa de atender outras demandas financeiras, como salários, impostos, investimentos. Pode ser obtido ao multiplicar o estoque médio de um determinado produto pelo seu custo unitário e pela taxa de juros pratica no mercado, mostrando quanto a empresa deixa de ganhar ao manter as quantidades empenhadas em estoque.  Quanto maior o estoque, o custo do produto e a taxa de juros praticada pelo mercado, maior será o custo de oportunidade.

Os custos com impostos e seguros são divididos em dois tipos, sendo um referente ao armazém ou CD (IPTU, seguros, correspondentes ao imóvel) e o outro se refere à estocagem (impostos que incidem diretamente sobre os produtos e seguros contra roubos e incêndios do estoque).  O valor mensal do seguro dividido pelo estoque médio, no caso de um produto somente vai dar o custo do seguro do produto. Se for mais de um produto, é necessário saber o estoque médio de cada um, bem como o seu valor unitário e ratear o seguro por esse valor.

Os custos com o risco de manter estoques, consideram a depreciação, o risco de ficar obsoleto, de perder-se ou ser furtado.  A curva ABC dos estoques também poderá ser usada para administrar os volumes, enquanto a depreciação é o resultado da multiplicação do custo do produto pela respectiva vida útil do mesmo. A obsolescência ocorre quando é lançado um novo produto em substituição ao que se encontra em estoque que não é mais vendido, ou seja, prejuízo.

Os custos com faltas são considerados “invisíveis” por especialistas por não ocorrer desembolso, porém podem significar bastante no cômputo dos custos globais logísticos e alguns exemplos como o cliente cancelar o pedido, o custo pode ser calculado apurando-se o lucro que iria gerar para a empresa.  Em vendas futuras perdidas, deve-se considerar o quanto cada cliente compra de cada produto. No caso de atrasos, quando o cliente aceitar receber depois do prazo combinado, deve-se considerar os custos adicionais com reprocessamento do pedido, transporte, suprimento se o produto for entregue fora do canal normal de distribuição.

Nessa área, os diagnósticos empresariais normalmente consideram os seguintes levantamentos de informações:planejamento de compras (giro de estoques, volume de estoque, matéria prima); produtos (recepção, conferência de mercadorias e matérias-primas, controle de entrega); controle de estoque de produtos (expedição, armazenagem);
auditoria de estoques (inventários, desvios).  E após o diagnóstico, define-se um programa de trabalho, com os projetos a serem implantados pela consultoria empresarial.

Os CUSTOS COM TRANSPORTE são os mais importantes dos custos logísticos, porque a empresa tanto pode tê-los internamente como ao terceirizar a movimentação dos produtos ou mercadorias para o cliente.  Estima-se um total de 350 mil transportadores autônomos, 12 mil empresas transportadoras e mais de 50 mil transportadores de carga própria atuando no país e os custos se dividem em diretos e indiretos.

Os custos diretos estão relacionados com a função produtiva, no caso, transportar (depreciação do veículo, remuneração do capital, salário e gratificações de motoristas e ajudantes, cobertura de risco de seguro ou autoseguro, combustível, lubrificação, pneus, licenciamento).

Os custos diretos ainda podem ser divididos em fixos, que ocorrem independentemente do deslocamento do veículo transportador (depreciação, remuneração do capital, salários e obrigações trabalhistas do motorista e dos ajudantes) e variáveis, que variam de acordo com a distância percorrida (combustível, lubrificação, manutenção, pneus, cobertura de risco).

Os custos indiretos são os que se relacionam com a função de produção, como o processamento da contabilidade, departamento de pessoal, administração, vendas, finanças, cobrança, etc….

De forma geral, em transportes, cerca de 85% dos custos são diretos enquanto os outros 15% são considerados indiretos.

Nos diagnósticos empresariais são realizados os seguintes estudos em transporte de cargas : carga (coleta, armazenamento, entrega, quebras, desvios, reclamações, indenizações); produtividade por veículo (km, viagem, kg, custos, lucros); escala serviços (carga horária dos motorista, check-list saída); prestação de contas dos motoristas (segurança, multas, abastecimentos); controle de pneus, rendimento, custos, desvios; controles e custos, manutenção veículos, oficinas.

E o foco dos projetos é concentrado na melhoria dos indicadores de resultados de cada item, de forma que a empresa possa recuperar custos logísticos excessivos ou inadequados a cada situação de operação. Os consultores empresariais também treinam os gestores, lideranças e pessoal chave envolvido nos processos, para que haja continuidade.

(Fonte: Logística Operacional Guia Prático de José Antonio de Mattos Castiglioni) e Projetos de Produtividade e Logísticos da PDE).

Autor : Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças), produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades) e empresarial (processos, problemas, decisões). 

É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”  e consultor da Métodos Consultoria Empresarial.

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