O gestor de empresa familiar com perfil técnico, tem a responsabilidade de manter o negócio familiar saudável e garantir sua continuidade e perpetuação.

Um novo perfil perante a GESTÃO DE PESSOAS – DA FAMÍLIA

Se há alguns anos atrás eram incluídos em funções nas empresas familiares os herdeiros sem interesse em ESTUDAR (formação) e CAPACITAÇÃO (competências), simplesmente para não gerar conflitos familiares entre pais e filhos ou entre o casal patriarca, em contrapartida, nos dias atuais, de mercado global, isso é um risco para a sobrevivência do negócio familiar.

A concorrência já existia a nível local, regional, estadual, nacional, em nível mais brando e a maior parte dos negócios sobrevivia décadas convivendo com essa situação.

O gestor de empresa familiar, terá que estabelecer diretrizes sólidas para nortear a empresa no futuro (dar um norte, um rumo) e definir critérios para entrada e saída de familiares na empresa.

Por certo, exigir que haja uma formação mínima necessária para exercer funções na empresa da família, seja operacional ou gestão, assim como, afinidade com o negócio para evitar o desconforto de não adaptação da pessoa e necessidade de troca, o que iria acarretar demissão e conflito familiar em casa, é aquela história, que às vezes os familiares não interagem entre si durante a semana na empresa, mas estarão juntos no almoço do domingo na casa da matriarca e aí o clima poderá ser pesado.

Ademais, que no mínimo seja criado um plano de carreira aberto para toda a empresa, permitindo que a carreira do familiar cresça junto com sua formação e vivência no segmento, mas tenha concorrência dos “NÃO FAMILIARES”, assim como, um rodízio entre departamentos internos e funções, com o propósito de conhecer as operações e processos da empresa em detalhes mais profundos, visto que, é uma situação necessária para um desempenho eficaz nas funções ou cargos exercidos.

Experiência fora do negócio da família

Sobretudo, permitir que o herdeiro e provável sucessor também possa ter experiência fora do negócio da família, com formação básica em escolas de renome (conceituadas), consideradas de 1º nível para garantir qualidade na formação, especialização no exterior e vivência como  funcionário (colaborador) em outras empresas, onde o PESO DO NOME não influirá em seu relacionamento funcional.

Dessa forma, poderá fazer carreira, ser demitido ou promovido pelo seu talento, competências, comportamento, sem depender de favorecimento pessoal, podendo tornar-se, uma verdadeiro gestor de empresa familiar.

Ao retornar, não poderá assumir cargos de gestão, sem antes conhecer o negócio da família, setor a setor, operacional e gestão.

A propósito, desenvolver competências como habilidades sociais altas, conhecimento matemático alto (raciocínio lógico quantitativo e qualitativo), poderá, sem dúvida, ajudar na análise de relatórios, gráficos e sua interpretação para dar suporte a decisões dos gestores, em momentos que sejam necessários ajustar resultados e corrigir rumos da empresa, certamente, também são fatores importantes para se chegar a ser um bom gestor de empresa familiar

Entrada no negócio familiar

A entrada no negócio familiar, talvez a mais adequada, poderá ser em funções de staff, a nível de gestão para ter contato direto com os colaboradores e criar seu estilo de relacionamento interno, sem choques com o “CALDO CULTURAL” (que poderia destruir sua carreira).

Após uma vivência a nível de gestão e conhecendo-se bem a estrutura funcional da empresa familiar, poderá galgar cargos de decisão e também em posições de STAFF para ganhar experiência e se tornar um grande gestor de empresa familiar.

Um novo perfil perante a GESTÃO DE PESSOAS – DOS NÃO FAMILIARES

O gestor deve estar atento em manter as portas abertas na carreira interna, elaborando um Plano de Carreira e Cargos e Salários acessível a todos, principalmente, para todos os funcionários em todos os níveis possíveis dentro da estrutura funcional, criando alternativas nos níveis mais altos, principalmente, para as pessoas não sentirem que “bateram no teto” .

Por exemplo prático, algumas opções são a carreira em “Y”, quando surge uma oportunidade para gestor, e tem mais de um candidato capacitado (seja familiar ou não familiar).

Um deles, poderá ser o Gestor Funcional (que vai lidar com pessoas e operações) e o outro, o Gestor Técnico (que vai lidar com aspectos técnicos das operações, máquinas, equipamentos).

Dessa forma, ambos serão aproveitados de forma adequada na estrutura da empresa.

Em outros casos, se a empresa tiver  muitas unidades, negócios diferentes, cada candidato (familiar ou não familiar), poderá ser gestor funcional em unidades de negócios ou localidades diferentes.

Uma solução adotada por muitas empresas familiares de grande porte, como o Grupo Votorantim, por exemplo, que tinha mais de 60 herdeiros na 3a.geração, todos com boa formação, especialização e vivência nas empresas do Grupo, um desafio para alocar os mesmos….

GESTÃO DE PROCESSOS E DOS RESULTADOS:

Nenhum negócio sobrevive se os processos e resultados não tiverem uma gestão eficaz, competente, capaz de lidar com o dia a dia, corrigir rumos, dar uma direção segura ao negócio familiar.

Obrigatório Conhecimento dos Processos Operacionais e Gestão dos Resultados

O novo perfil do gestor da empresa familiar conduz ao obrigatório conhecimento pleno dos processos operacionais, que permita agilidade nas decisões, reduzir custos operacionais, eliminando atividades que não agregam valor.

Isso tudo, através de um mapeamento completo, detalhado e preciso e atualizado.

O gestor de empresa familiar competente, busca uma estrutura enxuta, mas eficaz, focada em resultados, que podem ser bons ou não, mas serão parte da vida do negócio e ele terá capacidade para se reunir com seus gerentes e lideranças e tomar decisões baseadas em fatos reais e não em estimativas, suposições.

Com isso, a possibilidade de acertar será maior, o que é bom para o negócio.

Igualmente necessário, o gestor de empresa familiar, deve ter familiaridade com controles de atividades chaves, nos setores e departamentos.

Isso é , acima de tudo, indispensável e obrigatório na função, para um gestor que pretende levar o negócio familiar a atravessar as gerações, e se perpetuar com saúde organizacional, financeira e familiar.

Governança Corporativa

À medida que o negócio familiar evoluir, atingir outros patamares de tamanho e resultados, é indicado se adotar ações de Governança Corporativa, afim de que, possam englobar toda a empresa, garantindo um crescimento auto sustentado através das gerações seguintes.

Esse artigo complementa o assunto do artigo DNA Herdado

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Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH, pesquisador de empresas familiares e colaborador da  MÉTODOS CONSULTORIA EMPRESARIAL.

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