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A IMPORTÂNCIA EM APURAR OS CUSTOS DA QUALIDADE

Consultoria Empresarial e Gestão  

Existem empresas que contratam as consultorias empresariais, com a intenção de lidar com problemas financeiros e de custos, mas não percebem que tem sérios problemas de qualidade,cujos reflexos são sentidos nos resultados.

No diagnóstico empresarial, realizado no início dos trabalhos técnicos, seus levantamentos costumam apontar também os problemas de qualidade existentes com relação aos produtos da empresa, serviços aos clientes, logística, sistemas de gestão ou informatizados, informações e processos de decisão, carência de treinamento conceitual ou operacional,

Os custos da qualidade  podem ser equiparados a outros custos, como mão de obra, engenharia, vendas, pela importância com relação a resultados, podendo ser controlados por departamentos, por controle (custos de prevenção e custos de avaliação), por falhas dos controles (custos das falhas internas, custos das falhas externas).

Para reduzir ou eliminar, é preciso identificar, medir e acompanhar mês a mês, para ver evolução ou queda e tomar uma decisão logo que necessária.

Adiar a decisão corretiva, significar “engordar os custos da qualidade”, o que não é bom negócio, pois vai afetar os lucros da empresa.   Localizou ? é possível reduzir ou eliminar ? Então é hora de DECISÃO E AÇÃO !!

PRINCIPAIS OBJETIVOS PARA MEDIR OS CUSTOS DA QUALIDADE:

– avaliar os programas de qualidade através de quantificações físicas e monetárias;

– priorizar sua redução, através de estatísticas, sobre aqueles que podem trazer de forma imediata melhores resultados;

– saber o quanto a empresa está perdendo pela falta de qualidade;

– fazer com que a melhoria da qualidade acarrete lucros, sem aumento nos preços, sem investimentos adicionais significativos em relação a instalações ou equipamentos e pessoas;

– aumento da produtividade através da qualidade, com redução dos refugos, perdas por retrabalho, rebarbas, refugos;

– revelar o impacto financeiro das decisões de melhorias da qualidade apresentadas nos Relatórios de Custos da Qualidade e gráficos de evolução dos custos;

– manter a empresa sempre atenta ao “efeito tiririca”, ou seja, os problemas de qualidade hoje resolvidos, podem ser substituídos por outros em qualquer outro lugar, o que provavelmente não seria notado de imediato na ausência de um programa foram de acompanhamento dos custos da qualidade;

– acompanhar a evolução dos gastos com avaliação da qualidade dos fornecedores, na celebração de parcerias e das garantias da qualidade;

– facilitar o estabelecimento de rotinas e procedimentos para acumulação de dados de custos da qualidade, bem como a correta fixação, definição e transparência dos indicadores de qualidade;

Lembrar sempre que “O QUE NÃO É MEDIDO, NÃO É CONTROLADO”, como norma básica para manter os controles da qualidade.  Quer controlar, comece a MEDIR.

CUSTOS DE PREVENÇÃO DA QUALIDADE: são gastos com atividades no intuito de se assegurar que produtos, componentes ou serviços insatisfatórios ou defeituosos não sejam produzidos. Compreendem tanto investimentos quanto custeios.

– equipamentos, tecnologia, engenharia da qualidade, círculos da qualidade, treinamento para qualidade, administração da qualidade, projeto e planejamento das avaliações da qualidade, manutenção preventiva dos equipamentos, revisão e atualização das instruções, especificações e procedimentos, pesquisas relacionadas com a garantia dos produtos, treinamento de pessoal, desenvolvimento de sistemas da qualidade, suporte técnico para vendedores, identificação das necessidades de marketing e exigências dos clientes, desenvolvimento de projetos de produtos, relações com fornecedores, validação e planejamento da qualidade nas operações, planejamento da inspeção e dos testes dos componentes comprados, inspeção e controle dos moldes e ferramentas, auditoria da eficácia do sistema da qualidade, relações com a inspeção de clientes.

O ditado popular “melhor prevenir que remediar”, faz sentido em qualidade, porque a prevenção poderá evitar que os problemas sejam perpetuados e cheguem aos clientes, com consequências danosas à empresa.

 

CUSTOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE: são os gastos com atividades desenvolvidas na identificação de unidades ou componentes defeituosos antes da remessa para os clientes, sejam internos ou externos.

– equipamentos e suprimentos utilizados nos testes e inspeções, avaliação de protótipos, novos materiais, testes e inspeções nos materiais comprados, testes e inspeções nos componentes fabricados, métodos e processos, inspeções e auditoria das operações de manufatura, planejamento das inspeções, testes e inspeções nos produtos fabricados, verificações efetuadas por laboratórios ou organizações externas, auto inspeção pelos operadores, avaliação dos produtos dos concorrentes, inspeção do desempenho do produto nas condições e ambiente do cliente, mensurações visando ao controle de qualidade do processo, auditoria no estoque de produtos acabados, avaliação da deterioração das matérias primas e componentes em estoque, regulagem e manutenção dos equipamentos de inspeção da qualidade, testes dos ambientes de produção, supervisão das áreas de inspeção, custo da área de inspeção, depreciação dos equipamentos de testes, testes de confiança.

Os gastos de prevenção e avaliação ocorrem devido à possibilidade de aparecer em unidades e componentes não conformes e provocar problemas com os clientes, prejuízos e até perda dos mesmos.

 

CUSTOS DAS FALHAS INTERNAS DA QUALIDADE: são associados às atividades como projetos, compras, suprimentos, programação e controle da produção e falhas na própria produção e constatadas antes de enviar os produtos aos clientes.

– retrabalhos, redesenhos, refugos e sucatas, tempo perdido devido à deficiência do projeto, tempo perdido devido à compra de materiais defeituosos, compras não planejadas, descontos nos preços de vendas de produtos com pequenos defeitos, atrasos na produção e entrega gerando multas e penalidades, não aplicação de reajustes de preços de novas tabelas, inspeção de lotes retrabalhados, manutenção corretiva, horas extras para recuperar atrasos, tempo de análise das causas de falhas, custo financeiro do estoque adicional para suprir eventuais falhas.

Embora as pessoas tenham alguma dificuldade em “enxergar como cliente interno”, seu colega do posto ao lado para o qual passa seu trabalho, é na conscientização e treinamento, que a mudança de postura poderá trazer redução das falhas internas.  Na prática, nenhum posto de trabalho pode passar ao próximo um produto que sabe não ter a qualidade adequada para ter continuidade no processo. Melhor parar no posto C, onde o custo é menor do que ir até o posto Z, onde já se gastaram recursos, mão de obra, tempo, material, que não vão ser recuperados.

CUSTO DAS FALHAS EXTERNAS DA QUALIDADE: são os que ocorrem após a entrega dos produtos aos clientes, devoluções, queixas e reclamações.

– administrativos, expedição e recepção, multas, refaturamento, garantias, retrabalho, bem estar do cliente, vendas perdidas, assistência técnica fora  da garantia, reposição para manter a imagem, custos do departamento de assistência técnica.

Embora já existam mecanismos para MEDIR, muitas empresas ainda não medem os custos de IMAGEM do seu negócio perante os clientes quando ocorrem problemas com seus produtos, mas podem levar a um rompimento da relação comercial ou perda do antigo prestígio conseguido anteriormente.

Autor : Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças), produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades) e empresarial (processos, problemas, decisões). 

É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”  e consultor da Métodos Consultoria Empresarial.

 

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