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OS PRINCIPAIS CONFLITOS NOS NEGÓCIOS FAMILIARES

Consultoria Empresarial e Gestão  

Quando o empreendedor cria o seu negócio, seja individualmente ou com membros da família, idealista, coloca a mão na massa, corre atrás dos insumos, alonga horários, minimiza eventuais problemas e discussões na equipe, faz tudo que pode e até mais para buscar resultados….

Aí, por um empurrão da economia ou talento natural do empreendedor, a empresa começa a crescer, ganhar musculatura nas vendas e movimento, ele já não consegue acompanhar tudo com os olhos, entram novos colaboradores, passa a necessitar de maior controle das entradas e saídas de dinheiro, tem que organizar uma logística de recebimentos e entregas de material, delegar atribuições, ter responsáveis por tarefas…

É nesse momento, que muitos procuram ajuda de uma consultoria empresarial, que vai realizar um diagnóstico empresarial, para analisar eventuais problemas operacionais, de informações, de comunicação, de controle dos resultados e com base nisso, elaborar soluções em vários segmentos, desde organizacional (organograma, funções), comercial (controle metas e vendas), financeiro (controle das entradas e saídas de dinheiro e resultados), custos (controle dos custos e formação adequada do preço de venda), industrial (reduzir os lead time e ganhar produtividade), qualidade (eliminar as não conformidades), informática  (customizar relatórios), logística (ajustar processos).

Se o negócio é FAMILIAR e isto se caracteriza quando há mais de 2 pessoas da família, na propriedade ou na gestão, ele começa a se defrontar com algumas situações típicas, como :

– colocar na empresa pessoas da família, que depois vai ter dificuldade em demitir

– misturar o caixa da empresa com o caixa pessoal

– tratamento diferenciado entre familiares e não familiares quanto a horários, saídas, uso de veículos da empresa e até instalações

De forma geral, o fato de um familiar trabalhar na empresa, pode gerar questões do tipo :

– quais cuidados precisam ser tomados pela colocação de um familiar no negócio ?

– quais são as consequências de uma inserção não planejada do herdeiro ou parente na empresa ?

– como fica a questão da avaliação da performance dos familiares que atuam na empresa ? Como garantir a isenção ?

– em caso de demissão ? será uma decisão fácil ?

Em nossas pesquisas, com herdeiros (patrimônio) e sucessores (gestão), ouvimos comentários que TRABALHAR NA EMPRESA DA FAMÍLIA É BOM PORQUE :

– “posso construir algo que é meu”;

– “honro o que me foi legado”;

– “há proximidade com os empreendedores fundadores”;

– “ posso ter uma melhor noção do que é de fato o negócio da família”;

– “não preciso começar do zero”..

E também que TRABALHAR COM A FAMÍLIA NÃO É BOM, PORQUE :

– “tenho que carregar a imagem das minhas ações inadequadas na empresa e fora da empresa”;

– “posso ser visto como alguém “ingrato”, que decepcionou a família, caso não dê certo”;

– “posso não corresponder às expectativas e pressões da família,  dos funcionários e às minhas próprias”;

– “posso ser pressionado para manter um modelo que não criei ou de que não gosto”;

– “quem só trabalhou na empresa da família leva desvantagem se precisar ir para o mercado de trabalho”.

ALGUNS DOS PRINCIPAIS CONFLITOS E SEUS REFLEXOS

– Conflitos interpessoais….quando as percepções, necessidades, emoções e comportamentos de uma determinada pessoa são vivenciados por outra como inaceitáveis, desencadeando  reações e atitudes que podem escalar de uma simples polêmica para escalas mais fortes.  Provoca modificações no modo como as pessoas se percebem, nos sentimentos que nutrem umas pelas outras e no que fazem com palavras e ações umas em relação às outras.

–   Conflitos de poder…..a disputa entre egos, com a necessidade de demonstrar quem detém o controle e quem tem o poder de tomar decisões e impor seus pontos de vista na família e na empresa. Provoca sentimentos de frustração nos herdeiros que participam e não tem suas opiniões e sugestões consideradas.

Conflitos geracionais…..é oriundo do convívio transgeracional nos ambientes familiar e empresarial, cujos gatilhos são divergências entre princípios, conceitos e formas, além do impulso de preservar e inovar.  Com o alongamento da vida devido qualidade de saúde, tende a aumentar, porque as gerações anteriores ficam mais tempo no comando, reduzindo o espaço para gerações sucessoras expressarem seu pensar, sentir e querer. Nada pode ser mudado porque o sr. “X” ainda está no comando…..

–   Conflitos culturais…..surge na definição dos valores primordiais, tanto no sistema familiar, como no empresarial e na maneira como esses valores são transmitidos, podendo provocar um colapso, quando os valores praticados são contraditórios ou  incoerentes entre o discurso e a prática.  Pode levar a um embate perigoso entre “o bem e o mal”, envolvendo parentes, ramos familiares ou colisão entre membros da família e profissionais da empresa.

OS CONFLITOS EM CADA FASE DO NEGÓCIO

Fase 1-Empresa Familiar, quando o fundador ou fundadores estão no comando geral do negócio.

imposição de ideias

– centralização de poder

– necessidades e expectativas pessoais incompatíveis ou antagônicas

– insegurança e instabilidade para assumir riscos

– falta de tempo para os assuntos familiares

Fase 2-Empresas com gestão familiar, quando as novas gerações começam a buscar seu espaço e os antigos começam a lidar com as limitações da idade e a dificuldade de desapegar do passado, surgindo o choque de gerações, quanto ao legado, preservação, inovações.

– diferenciação de intenções entre indivíduos e ramos familiares

– desalinhamento de autoridade

– sentimento de alijamento nas decisões e disputa pelo poder

– ambiguidade e superposição de papéis

– expectativas versus capacidade para o desempenho dos papéis

– perda de padrão de vida

Fase 3-Empresas com Governança Familiar, quando a empresa já usa instrumentos de governança corporativa, para preservar os bens da família e o negócio se profissionaliza, com conselhos e outras ferramentas de gestão.

– acionistas com valores incompatíveis com a identidade da empresa

– choque de gerações

– desconfiança e falta de integração entre os níveis de governança

– déficit de conhecimento, habilidades e atitudes para sustentação da visão de futuro entre familiares que atuam na empresa

 Fase 4-Família Empresária, quando já estão profissionalizadas, abriram novos ramos de negócios, formando grupos empresariais bem estruturados e até com atuação internacional, com escala para enfrentar concorrências, governança já incorporada e efetiva, conselhos, algumas com abertura de capital.

– despreparo para lidar com assuntos práticos da família e dos negócios

– disputa pela liderança familiar e dos negócios

– falta de perspectivas e orientação individual para a vida pessoal e profissional

 

Solicite aqui uma apresentação em sua empresa

Tels (11) 2476 -1230 ou 2476 – 1240

 

(Fontes: Kit áudiolivros “As 10 dicas para o sucesso da empresa familiar”, do autor e Empresa de Família, Crescimento, Desenvolvimento, Perpetuidade,  de Jair Moggi e Luiz A.Chaves).

 

Autor : Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças) e produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades). 

Também desenvolve Projetos de Melhorias dos Resultados (PMR),focando marketing-vendas, compras-estoques, produtividade-processos, redução de custos-desperdícios, nas empresas familiares. Em RH, forma multiplicadores nos processos de  avaliar desempenho, rever funções, atividades, responsabilidades, autonomia. É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”  e consultor da Métodos Consultoria Empresarial.

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