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O Ciclo de Vida e Morte das Empresas

Consultoria Empresarial e Gestão  

  Em que fase a sua empresa está ?

As etapas comuns às empresas e os limites entre o sucesso e o fracasso

Toda empresa busca o aprimoramento de seus produtos e serviços, objetivando o aumento de vendas e do faturamento, entretanto, poucas sabem a importância de sua organização interna. Preocupam-se em melhorar a tecnologia do produto ou serviço e esquecem de dar atenção a melhoria da gestão empresarial. Conforme o segmento de atividade, as vendas até crescem ou a procura pelo serviço aumenta e, apesar do resultado, ela vai ficando ainda mais desorganizada e isso leva à perda de eficiência, de clientes e de recursos.

Aos poucos surge um emaranhado de problemas que em geral não são percebidos e que irão afetar seu desempenho e seu clima organizacional. Uma ou mais pessoas começam a dar ordens diferentes sobre um mesmo assunto, criando a dualidade de mando. Como não há atribuição de responsabilidade, não há como questionar os erros cometidos na operação ou mesmo cobrar resultados. Pouco se sabe sobre os custos, o que impede a formação adequada de preços e a aferição da  real lucratividade.

É hora então de parar e pensar na peça chave de todo a operação: o elemento humano. São os funcionários, do mais alto cargo ao mais simples, que ditarão os rumos de uma empresa bem formada e próspera. Mas cabe a você dar a eles os caminhos a percorrer.

Começa-se com o organograma, definindo a hierarquia da empresa, cargos e funções. A cada um será conferida a devida autoridade à frente de sua área e, ao mesmo tempo, estabelecem-se as responsabilidades. É preciso definir rotinas e controles para cada departamento. Promover o treinamento, aprimoramento e a motivação dos funcionários e, ao mesmo tempo, deixar claro quais são os critérios de avaliação de desempenho, incluindo aí um plano de metas. Gradativamente é preciso também criar manuais de trabalho e o descritivo de todas as funções.

Ciclos de Vida das Empresas

Acredita-se que existe um ciclo a ser cumprido pela empresa para chegar a um estágio satisfatório de organização. Existem várias teorias conhecidas sobre isso, mas a título de esclarecimento, lembramos aqui de Ichak Adizes, cujo pensamento consideramos bastante prático. Segundo ele, os estágios vividos pela empresa seriam: namoro, infância, toca-toca, adolescência e plenitude.

Namoro :

CICLO DAS EMPRESAS - NAMORO
É momento de buscar conhecimento sobre o que será a empresa que ainda não existe e como será o compromisso com ela em breve. Além de uma razoável empolgação, também é possível pensar em “fazer alguns testes” para ver como as coisas se encaminharão e se os riscos futuros serão compensadores.

Infância :

Ciclo das Empresas - Infancia
Após o “namoro” podemos passar a ver a empresa como uma “criança pequena”, dando seus passos incertos. Busca-se por as ideias iniciais em pratica e conseguir a satisfação das necessidades, que representam vender os produtos ou serviços e buscar o ganho. Como o que se quer é resultado, a palavra de ordem passa a ser fazer, fazer e fazer, isto porque o risco foi assumido e as ideias definidas na fase anterior precisam ser colocadas em movimento, precisam acontecer. Importante se ter em mente que à medida que a empresa vai desenvolvendo suas atividades, os riscos vão aumentando e, consequentemente, mais firme terão de ser os compromissos. É neste momento que ficam pelo caminho as diretrizes, sistemas, normas, procedimentos e orçamentos, não havendo às vezes nem tempo para reuniões.
Como sabemos, os acidentes não ocorrem devido a uma única falha, mas sim, na grande maioria dos casos, devido a um conjunto de falhas e é justamente neste instante, em que a “criança é frágil” que uma sequencia de erros pode levar a empresa à ruina.

  Toca Toca :

Ciclo das Empresas - Toca Toca

 As vendas começam a aumentar e, sem perceber, a empresa passa para a etapa Toca-Toca, ou seja, tocar em frente. Decisão que está em geral associada a uma certa “arrogância” natural de seu fundador, uma vez que é a ideia dele que está dando certo. Busca-se explorar oportunidades no mercado, sem qualquer planejamento. Neste instante as tarefas se sobrepõem e tudo gira em torno de pessoas e não de métodos e procedimentos.

Adolescência :

Ciclo das Empresas - Adolescencia
 Chega então o momento em que a empresa ingressa na fase da “adolescência”. Há alguma formalização e organização. É muito importante se delegar autoridade (distribuir tarefas pela hierarquia da organização e criar senso de responsabilidade pela sua execução) sem, contudo, perder o controle. O empreendedor deve se manter à frente mas, ao mesmo tempo, é importante dar uma direção cada vez mais profissional ao negócio e tornar efetivos os controles.

Como na adolescência das pessoas, esse período é de conflitos. Os membros da organização não se entendem devido à inconsistência de metas e sistemas. É comum o próprio empreendedor descumprir normas, diretrizes e procedimentos que ele mesmo instituiu. Toda a energia é gasta no ambiente interno, sem atenção com o mercado e surge o risco dos bons administradores e outros profissionais abandonarem a empresa. Para deixar para trás este período, surge, então, a necessidade de se contratar uma administração profissional, quer seja um gerente, um diretor, um executivo-chefe, um vice-presidente, enfim, uma pessoa capaz de receber a autoridade que precisa ser compartilhada. Este momento é definido como sendo a “maturidade” empresarial.

Pode haver resistência dos funcionários mais velhos e isso pode levar à formação de uma nova equipe capaz de entender, desenvolver e implantar os sistemas adotados, delegar funções e cobrar responsabilidades.

Em cada etapa, desde o chamado “namoro”, a empresa corre o risco de encerrar suas atividades. Ter esta consciência do momento vivido por ela pode não ser fácil para o empreendedor e buscar formas de posicionar o que se passa de fato internamente é importante. Inclusive porque certas características de uma fase podem perdurar e comprometer até mesmo uma empresa amadurecida, vivendo sua plenitude.

Plenitude :

Ciclo das Empresas - Plenitude
Na maturidade busca-se trabalhar melhor, com mais rentabilidade e não apenas trabalhar mais.Chegar a essa maturidade é o obter o ponto de equilíbrio desejado entre flexibilidade e o controle. Dentro de seu estágio mais produtivo e quase sempre lucrativo, pode-se buscar ainda elementos daquela juventude inicial para se abrir novas frentes de negócio, mas agora apoiados pela solidez da administração consolidada, dentro de bases e objetivos palpáveis.

Os sistemas e a estrutura organizacional são agora funcionais. Existe visão e criatividade de forma institucionalizada. As necessidades dos clientes são atendidas. Tudo é planejado e executado como a empresa deseja e busca-se superar as metas estabelecidas.

Você, empresário, consegue avaliar em que estágio está sua empresa?

Se estiver apenas na fase de “namoro”, pode dimensionar quando e como ocorrerão as demais etapas?

Olhando à sua volta, como imagina que estará sua empresa nos próximos cinco ou dez anos?

A única certeza é que este é o momento exato para buscar mais e mais informações junto àqueles que podem ter uma visão externa de suas atividades, podendo assim indicar o rumo correto a seguir.

 

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